Quais os segredos das úlceras por pressão? (escaras)

02-09-2017 20:12

Úlceras por pressão (Vulgo escara)

Uma úlcera por pressão é uma lesão localizada na pele e/ou nos tecidos subjacentes, por norma sobre uma proeminência óssea. Esta lesão resulta da pressão ou da combinação da pressão com forças de torção.

 

De acordo com a classificação EPUAP, as úlceras por pressão podem ser classificadas em:

Categoria I/ Grau I: Eritema não branqueável

  • Pele intacta com rubor não branqueável; a pele pode estar dolorosa, dura, mole, com temperatura diferente em comparação ao tecido adjacente.
  • Pode ser difícil de identificar em indivíduos com tons de pele escuros.
  • Sinal precoce de risco
Categoria I/ Grau I: Eritema não branqueável
 

Categoria II/ Grau II: Perda parcial da espessura da pele

  • Perda parcial da espessura da derme, que se apresenta como uma ferida superficial com leito vermelho-rosa sem tecido desvitalizado. Pode também apresentar-se como uma flitena fechada ou aberta.
Categoria II/ Grau II: Perda parcial da espessura da pele
 

Categoria III/ Grau III: Perda total da espessura da pele

  • Perda total da espessura dos tecidos.
  • O tecido adiposo subcutâneo pode ser visível, mas os ossos, tendões ou músculos não estão expostos.
  • Pode estar presente algum tecido desvitalizado. Podem ser cavitadas e fistulizadas.
Categoria III/ Grau III: Perda total da espessura da pele

Categoria IV/ Grau IV: Perda total da espessura dos tecidos

  • Perda total da espessura dos tecidos com exposição óssea, dos tendões ou dos músculos.
  • Em algumas partes do leito da ferida pode aparecer tecido desvitalizado ou necrose. Frequentemente são cavitadas e fistulizadas.
Categoria IV/ Grau IV: Perda total da espessura dos tecidos
Zonas de risco de ulcera de pressão
 
 

De forma a reduzir-se a pressão entre as proeminências ósseas e os tecidos, pode recorrer-se a superfícies de apoio.

Em indivíduos com mobilidade reduzida, sentados numa cadeira de rodas e de forma a prevenir-se uma úlcera por pressão, devem de ser utilizadas almofadas de redistribuição de pressões.

Existem várias almofadas, as quais podem ser fabricadas em diversos tipos de materiais (células de ar, espumas de várias densidades, gel, entre outros), estes podem ser utilizados individualmente ou combinados entre si através de processos de moldagem.

Também a capa da almofada deve ser alvo de uma escolha cuidada, já que esta deve de ser respirável e flexível de forma a auxiliar na regulação da humidade, diminuindo assim o risco de maceração da pele.

A escolha do tipo de almofada varia consoante os níveis de risco mas não está dependente somente deste fator. Também o nível de atividade e o estado geral do indivíduo são fundamentais para uma escolha acertada.

 

Opções e preços de almofadas anti escaras

 

Soluções para prevenção anti escaras

Almofada de gel

As almofadas em gel funcionam como uma segunda camada de pele, diminuindo as fricções, uma vez que acompanham o movimento do seu utilizador e desta forma reduzem o risco de aparecimento de úlceras por pressão, constituindo, assim, uma solução de prevenção. Este tipo de material não tem tendência a aumentar a temperatura corporal.

Almofada de gel 1 densidadeAlmofada de gel 2 densidades

Almofada em espuma viscoelástica

Consoante a densidade da espuma, este tipo de almofada apresenta uma maior ou menor capacidade de resistência ao afundamento do indivíduo. Providencia um aumento da superfície de contacto. Acompanha os movimentos do corpo. Visa também aumentar o conforto e a estabilidade do indivíduo. Por norma é um tipo de almofada leve.

Almofada em espuma viscoelásticainterior Almofada em espuma viscoelástica

 

Almofadas com células de ar

As células individualizadas acompanham o movimento do indivíduo e permitem a circulação do ar, o que vai diminuir o risco de maceração da pele e consequentemente reduzir o risco de aparecimento de uma úlcera por pressão. Tem capacidade para adaptar-se às várias morfologias dos utilizadores. Promove o aumento da superfície de contacto e uma maior estabilidade do indivíduo ao mesmo tempo que reduz o efeito de fricção.

Almofada com células de ar

 

Quanto aos dispositivos de reposicionamento, não devem de ser utilizados dispositivos em forma de anel ou argola, já que as extremidades destes dispositivos originam áreas de elevada pressão que podem danificar os tecidos, isto é, ao invés de haver uma redistribuição equilibrada apenas se vai eliminar a pressão na zona afetada sobrecarregando as que a rodeiam.

Nenhuma superfície de apoio permite o alívio da pressão por completo, pelo que o indivíduo deve de continuar a ser reposicionado. 

A prevenção e ou o tratamento de uma úlcera por pressão não se resume ao tipo de equipamento de apoio utilizado. Fatores como a nutrição, alternâncias de posição, entre muitos outros são também fundamentais neste tipo de situações.

Após a aquisição da superfície de apoio é importante fazer a sua avaliação periodicamente de forma a verificar o estado da mesma.

 

Conheça ainda qual o colchão anti-escaras mais apropriado para cada caso?
 

Após a aquisição da superfície de apoio é importante fazer a sua avaliação periodicamente de forma a verificar o estado da mesma.Úlceras por pressão
Uma úlcera por pressão é uma lesão localizada na pele e/ ou nos tecidos subjacentes, por norma sobre uma proeminência óssea.
Esta lesão resulta da pressão ou da combinação da pressão com forças de torção.
De acordo com a classificação EPUAP, as úlceras por pressão podem ser classificadas em:
- Categoria I/ Grau I: Eritema não branqueável
– pele intacta com rubor não branqueável; a pele pode estar dolorosa, dura, mole, com temperatura diferente em comparação ao tecido adjacente.
– pode ser difícil de identificar em indivíduos com tons de pele escuros.
– sinal precoce de risco.
- Categoria II/ Grau II: Perda parcial da espessura da pele
– perda parcial da espessura da derme, que se apresenta como uma ferida superficial com leito vermelho-rosa sem tecido desvitalizado. Pode também apresentar-se como uma flitena fechada ou aberta.
- Categoria III/ Grau III: Perda total da espessura da pele
– perda total da espessura dos tecidos.
– o tecido adiposo subcutâneo pode ser visível, mas os ossos, tendões ou músculos não estão expostos.
– pode estar presente algum tecido desvitalizado. Podem ser cavitadas e fistulizadas.
- Categoria IV/ Grau IV: Perda total da espessura dos tecidos
– perda total da espessura dos tecidos com exposição óssea, dos tendões ou dos músculos.
– em algumas partes do leito da ferida pode aparecer tecido desvitalizado ou necrose. Frequentemente são cavitadas e fistulizadas.
De forma a reduzir-se a pressão entre as proeminências ósseas e os tecidos, pode recorrer-se a superfícies de apoio.
Em indivíduos com mobilidade reduzida, sentados numa cadeira de rodas e, de forma a prevenir-se uma úlcera por pressão, devem de ser utilizadas almofadas de redistribuição de pressões.
Existem várias almofadas, as quais podem ser fabricadas em diversos tipos de materiais (células de ar, espumas de várias densidades, gel, entre outros), estes podem ser utilizados individualmente ou combinados entre si através de processos de moldagem.
Também a capa da almofada deve ser alvo de uma escolha cuidada, já que esta deve de
ser respirável e flexível de forma a auxiliar na regulação da humidade, diminuindo assim o risco de maceração da pele.
A escolha do tipo de almofada varia consoante os níveis de risco mas não está dependente somente deste fator. Também o nível de atividade e o estado geral do indivíduo são fundamentais para uma escolha acertada.
Almofada de gel
As almofadas em gel funcionam como uma segunda camada de pele, diminuindo as fricções, uma vez que acompanham o movimento do seu utilizador e desta forma reduzem o risco de aparecimento de úlceras por pressão, constituindo, assim, uma solução de prevenção. Este tipo de material não tem tendência a aumentar a temperatura corporal.
Almofada em espuma viscoelástica
Consoante a densidade da espuma, este tipo de almofada apresenta uma maior ou menor capacidade de resistência ao afundamento do indivíduo. Providencia um aumento da superfície de contacto. Acompanha os movimentos do corpo. Visa também aumentar o conforto e a estabilidade do indivíduo. Por norma é um tipo de almofada leve.
Almofadas com células de ar
As células individualizadas acompanham o movimento do indivíduo e permitem a
circulação do ar, o que vai diminuir o risco de maceração da pele e consequentemente reduzir o risco de aparecimento de uma úlcera por pressão. Tem capacidade para adaptar-se às várias morfologias dos utilizadores. Promove o aumento da superfície de contacto e uma maior estabilidade do indivíduo ao mesmo tempo que reduz o efeito de fricção.
Quanto aos dispositivos de reposicionamento, não devem de ser utilizados dispositivos em forma de anel ou argola, já que as extremidades destes dispositivos originam áreas de elevada pressão que podem danificar os tecidos, isto é, ao invés de haver uma redistribuição equilibrada apenas se vai eliminar a pressão na zona afetada sobrecarregando as que a rodeiam.
Nenhuma superfície de apoio permite o alívio da pressão por completo, pelo que o indivíduo deve de continuar a ser reposicionado.
A prevenção e ou o tratamento de uma úlcera por pressão não se resume ao tipo de equipamento de apoio utilizado. Fatores como a nutrição, alternâncias de posição, entre muitos outros são também fundamentais neste tipo de situações.
Após a aquisição da superfície de apoio é importante fazer a sua avaliação periodicamente de forma a verificar o estado da mesma.

Quais os segredos das úlceras por pressão? (escaras)

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